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    terça-feira, julho 11, 2017

    Ministério Público do Peru pede prisão preventiva para Humala e sua esposa por caso Odebrecht

    O Ministério Público do Peru pediu nesta terça-feira (11) à Justiça a prisão preventiva do ex-presidente Ollanta Humala e sua esposa Nadine Heredia, pela suposta contribuição irregular da empresa brasileira Odebrecht à campanha eleitoral de 2011 do ex-presidente do Peru.

    O juiz Richard Concepción, que investiga as denúncias de pagamento de propinas e contribuições irregulares no Peru pela Odebrecht, realizará uma audiência com a presença do casal na manhã desta quarta para decidir se acolhe o pedido. Em fevereiro, Concepción ordenou a prisão preventiva do ex-presidente Alejandro Toledo pelos supostos subornos da Odebrecht.

    O pedido do procurador Germán Juárez, que investiga o casal há mais de dois anos, é fundamentado nas declarações do empresário Marcelo Odebrecht, diretor da empreiteira Odebrecht, que afirmou que entregou US$ 3 milhões para a campanha presidencial que levou Humala ao poder em 2011. Humala governou o país até 2016.

    Em abril, Odebrecht declarou em Curitiba que apoiou Humala a pedido do PT. Humala nega qualquer contribuição econômica da Odebrecht.

    Um dos advogados de Humala, Julio César Espinoza, declarou à emissora de rádio "RPP Noticias" que só soube do pedido do promotor "pela imprensa". "Não fomos notificados oficialmente, nem sabemos o conteúdo do requerimento. Estamos atentos para que isso ocorra para analisá-lo e discuti-lo como corresponde na audiência", acrescentou.

    O advogado disse que seus clientes pedem ao juiz "que atue de maneira imparcial e não influenciado por qualquer pressão" e lembrou que em novembro do ano passado também foi expedido um pedido de prisão preventiva para Heredia, mas o mesmo magistrado o rejeitou.

    À emissora N, Espinoza disse que o casal "sequer saiu da cidade de Lima nesses dias, nem o pretende fazer, porque temos claro que o fundamental é debater com o procurador". Ele disse também que o casal comparecerá à audiência.

    Propina em 12 países
    Em acordo de leniência firmado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, derivado das investigações da Lava Jato, a Odebrecht admitiu ter pago em propina US$ 788 milhões entre 2001 e 2016 e a Braskem, US$ 250 milhões entre 2006 e 2014, a funcionários do governo, representantes desses funcionários e partidos políticos do Brasil e de outros 11 países. Para o órgão dos EUA, é o "maior caso de suborno internacional na história".

    A construtora brasileira pagou propina para garantir contratos em mais de 100 projetos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

    Portal Arara

    Fonte : G1
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