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» » Lajedo de Pai Mateus, na Paraíba, é registro de um tempo distante

Tão perto da capital João Pessoa, o Lajedo de Pai Mateus é registro de um tempo distante. Sobre a formação rochosa de 1,5 quilômetro quadrado, que se assemelha a um prato fundo virado para baixo, há mais de 100 pedras. Cada uma chega a pesar 45 toneladas. Esses blocos arredondados de granito são marcas do clima e guardam rastros do homem no Sertão do Cariri, na Paraíba.


Para o geólogo Geysson de Almeida Lages, a grande quantidade de blocos e matacões se assemelha a um “mar de bolas” no coração do Sertão do Cariri. Matacões, diga-se, são grandes pedras arredondadas trabalhadas continuamente pela erosão.


Os blocos do Pai Mateus têm diferentes graus de arredondamento e “são compostos por monzogranitos/granodioritos porfiríticos de granulação grossa, não raro, com enclaves dioríticos associados”, define Lages.


Inscrições rupestres aparecem nos assoalhos do lajedo e no teto de vários matacões, destaca o geógrafo Francisco de Assis Vilar.


Estudos atribuem as pinturas aos índios cariris, que habitaram a região há 12 mil anos. De acordo com o historiador Irenei Joffi ly, na obra Notas Sobre a Paraíba, os cariris ocupavam um território vasto, desde o planalto da serra da Borborema – onde está assentado o município de Cabaceiras – até os limites com o Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.


Há poucos lugares parecidos com o Lajedo de Pai Mateus. Características geológicas semelhantes só existem na Austrália (Devil’s Marbles), Namíbia (Erongo Mountains) e Argélia (região do Hoggar), lembra Lages. No Cariri, o sítio arqueológico se alinha na faixa de clima mais seco do Brasil.


O nome que batiza o lajedo se explica por uma lenda bem conhecida nas redondezas do sítio arqueológico. Conta-se que um ermitão que vivia na região no século 18 nada cobrava pelas curas que realizava e pedia apenas comida em troca do bem que fazia a quem o procurava. Pai Mateus era o seu nome.



Portal Arara
Fonte : G1 PB

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