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Políticos e partidos poderão pagar para anunciar campanha nas redes sociais

Nas eleições deste ano, os eleitores serão forçados a receber propagandas de candidatos nas redes sociais. Já que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a propaganda eleitoral na internet, o que inclui pagar para exibir anúncios eleitorais ou impulsionar publicações em plataformas como o Facebook, Instagram, YouTube e o Twitter.
O TSE também permite que campanhas usem sites, e-mails, blogs e aplicativos de mensagem instantânea, a partir de 16 de agosto. Com isso, os políticos terão uma nova arma à disposição na campanha eleitoral. Além da propaganda de rádio e TV, por meio do guia eleitoral, eles também poderão utilizar as redes sociais para impulsionar suas propagandas e fazê-las chegar de forma mais rápida junto ao eleitor que quer atingir em busca de votos.
Pelas regras pré-estabelecidas, somente candidatos, partidos e coligações poderão panfletar nas redes, fornecendo dados sobre sua identidade eletrônica à Justiça Eleitoral. Estão proibidos de impulsionar conteúdo eleitoral nas redes perfis falsos, páginas ligadas a empresas e a entidades da administração pública.
O TSE tem até 5 de março para publicar a versão definitiva das regras. Empresas de tecnologia consultadas pela reportagem, como Google, Facebook (que também responde pelo Instagram) e Twitter dizem que vão respeitar as novas normas. A liberação da propaganda eleitoral na Internet divide opiniões de cientistas políticos, marqueteiros e até de advogados, que afirmam que a liberação da propaganda na internet inaugurará um novo capítulo no modo de fazer uma campanha no Brasil.
O cientista político Lúcio Flávio Vasconcelos, doutor em história política pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a liberação representa a mercantilização cada vez maior das campanhas, semelhantes ao que acontece nos Estados Unidos, onde essa prática é corriqueira. “Mas infelizmente, o poder econômico irá permanecer”, comentou.
Para o advogado Harrison Targino, o impulsionamento pela internet reforça o papel da internet como principal palco político. Segundo ele, a novidade possibilita uma ampliação a baixo custo das mensagens políticas e termina por favorecer a diminuição dos custos de campanha.
“Mas é importante destacar que ela é permitida apenas quando o autor for identificado e se o serviço for contratado por partidos, coligações, candidatos e representantes. No dia das eleições o uso não pode ser feito”, comentou.
Harrison Targino acredita, também, que a liberação do uso da internet permitirá ao candidato com poucos recursos disseminar sua fala e seus pensamentos. “No modo tradicional, o acesso aos meios eficazes de propaganda política era muito difícil e custoso”, afirmou o advogado.
O valor da compra de visibilidade nas redes depende da complexidade dos filtros, e pode custar tanto quanto algumas fornadas de santinhos numa gráfica ou ultrapassar o valor de 30 segundos no intervalo da novela das 21h, na casa dos R$ 800 mil. Os perfis contêm uma seção em que é possível ver todos os anúncios.
Portal Arara
Fonte: Adriana Rodrigues do Coreio da Paraiba
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