Se todas as estradas nos levam a todos os lugares; àquela que nos leva ao Sul, pode nos conduzir de volta ao Norte, se enveredar pelo Leste e se lançar ao Oeste. Elas, como podemos verificar, são de todos os tamanhos e larguras. Algumas tão pequenas e estreitas, que chegamos a pensar que não vão dá em lugar nenhum.

Ledo engano!

Para cada uma delas ha sempre um fim, um objetivo a ser atingido; mesmo que seja uma outra estrada; maior ou menor, um açude seco, um riacho rachado ou uma casa abandonada.

A estrada da foto, me levou num passado distante à porta do que na época, poderia ser chamado de Escola, me levou até uma mesa improvisada, rodeada de cepos em forma de bancos. Nesse lugar eu desenhei meu primeiro "a", minúsculo, o qual minha professora disse se parecer mais com uma caçarola de fritar ovos do que com uma letra do alfabeto. Não importa, assim mesmo foi mágico, pois a partir daquele momento outras letras viriam e o "a", logo deixou de ser "caçarola"(rssrs).

Após tantos anos, tive o prazer de voltar lá e caminhar por esta estrada: guia dos meus primeiros passos ao saber, ao conhecer. Acredito que ela não me reconheceu; estou muito diferente daquele menino de calça de suspençolo e chinelos de couro cru. 

Quanto a minha velha estrada: Pouco mudou; exceto pelo silêncio que se acentuou, e pelo deserto do seu solo. 

Quase não ha mais meninos!


Jurandy França/Portal Arara
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