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CANDIDATOS À DERROTA: Analistas políticos apontam deputados federais sem chances de vitória

A palavra ‘renovação’ é uma das mais lembradas pelos eleitores quando questionados sobre como devem votar na eleição desse ano. Apesar do sentimento de mudança, a tendência histórica mostra que somente uma parte do parlamento brasileiro será mudado. Aqui na Paraíba também haverá reflexos desse sentimento e especialistas já apontam quais parlamentares podem perder o mandato.
Jornalistas ouvidos pelo Polêmica Paraíba apontam que pelo menos cinco deputados federais podem não ser reeleitos, e por motivos diversos, como falta de reconhecimento, estrutura partidária pequena ou até mesmo desgaste eleitoral e votação pequena.
O jornalista Alan Kardec citou como possíveis nomes que não devem se reeleger os deputados André Amaral (PROS), Damião Feliciano (PDT) e Hugo Mota (PRB), e por motivos diferentes.
De acordo com Alan, no caso de Hugo Mota um dos fatores que podem levar à sua não reeleição é a estrutura partidária oferecida pelo PRB, partido no qual ele ingressou durante o período de janela partidária ao buscar fôlego ante o isolamento do MDB, provocado após a pré-candidatura de José Maranhão ao governo do Estado.
O cientista político Flávio Lúcio concorda que Mota terá dificuldades, mas ressalta que ele é bem votado na região de Patos e está praticamente sozinho na disputa por votos naquela região.
Segundo Kardec, outro nome que também deve ficar de fora é o deputado Damião Feliciano, que foi um dos menos votados na última eleição. Além disso, o distanciamento entre Damião e o grupo do Governador Ricardo Coutinho poderá desidratar a liderança do deputado em algumas regiões do Estado.
O deputado André Amaral também é mais um nome que deve ficar de fora, tendo em vista que ficou na suplência na última eleição e atualmente não conta com uma estrutura partidária eficiente.
Flávio Lúcio considera que a eleição de André Amaral é difícil, tendo em vista que ele não foi bem votado na última eleição. Ele explicou que uma possível eleição só seria possível se Amaral tiver costurado um grande apoio de prefeitos e lideranças paraibanas ao assumir o mandato. Lúcio acredita que a votação de Amaral vai aumentar, mas não o suficiente para levá-lo de volta à Câmara.
De acordo com Flávio Lúcio, o grande problema é saber se os atuais deputados terão concorrentes a altura para disputar com eles. “Os políticos que ocupam cargos estão em dificuldade muito grande. Não sabemos como o eleitor vai reagir em relação a eles, só vamos saber ao longo da campanha e na apuração”, ressaltou.
Ele disse, no entanto, que alguns deputados federais vão se reeleger com facilidade, como Aguinaldo Ribeiro (PP), por ter uma base de apoio bastante sólida, e Pedro Cunha Lima (PSDB). Ele também citou Luiz Couto (PT), sobre o qual não se abateu nenhum escândalo após o impeachment.
Os jornalistas Padre Albeni  e Marcone Ferreira concordam em partes com o pensamento de Kardec e Flávio Lúcio. Para eles, Benjamin Maranhão não será reeleito porque perdeu força política e Damião Feliciano, por causa do rompimento com Ricardo Coutinho. Ele também citam André Amaral, que de acordo com eles não tem votos suficientes para conseguir se eleger.
O deputado Luiz Couto também foi citado pelo jornalista Padre Albeni. Ele acredita que o deputado não vai conseguir captar votos suficientes e que a prisão de Lula não vai interferir em favor do deputado petista.
“É muito difícil prever qualquer coisa em face das circunstâncias, mas em face da nova configuração da eleição, que é muito curta, com mais intensa concentração de recursos pelas grandes legendas, tudo isso tende a conservação. Em princípio, a tendência é que as lideranças se reproduzem, mas há espaço para renovação.” explicou o doutor em Ciência Política José Artigas.
Artigas lembrou que em 2014, 9 deputados federais foram reeleitos, mas que em 2018 há uma possibilidade de mudança e de preenchimento de espaços em função da crise no MDB.  “Teremos uma chance de 25% de renovação da bancada atual e esse espaço será disputado pelo PSB”, explicou.
Artigas explicou, no entanto, que até as eleições as tendências podem mudar. “Vivemos um cenário de total imprevisibilidade.”, pontuou.


Portal Arara
Fonte: Polêmica Paraíba
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