PUBLICIDADE

Governo da Colômbia admite que dissidências das Farc contam com 1.200 membros

Grupos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) já contam com 1.200 integrantes, entre eles guerrilheiros que não aceitaram o processo de paz e o acordo assinado com o governo do país no ano passado.


As informações foram reveladas nesta quarta-feira pelo ministro de Defesa da Colômbia, Luis Carlos Villegas.


"O último número que tenho é 1.200 membros", explicou Villegas em entrevista à "Rádio Caracol", detalhando detalhes sobre o crescimento dos grupos dissidentes.


Segundo o ministro, muitos dos ex-guerrilheiros abandonaram os espaços de reintegração para voltar ao combate armado. No entanto, o Exército da Colômbia e a Polícia conseguiram "neutralizar" cerca de 300 membros, com prisões e entregas voluntárias.


Villegas afirmou que esses grupos se dedicam ao narcotráfico e a mineração ilegal. Além disso, eles controlam as rotas internacionais do comércio de drogas, especialmente no Oceano Pacífico, e tentaram montar um esquema similar para o Brasil.


"Felizmente, com o Brasil, temos uma cooperação muito boa que impediu que isso acontecesse", comentou o ministro, afirmando que os dissidentes têm contatos nas prisões brasileiras através do Comando Vermelho, facção que atua especialmente no Rio de Janeiro.


Sobre o grupo liderado por Walter Patricio Arizala, conhecido como "Guacho", e acusado de ser responsável pelo sequestro e assassinato de três profissionais do jornal "El Comércio" na fronteira entre Equador e Colômbia, o ministro comentou que o guerrilheiro quer gerar um conflito entre os dois países.


"Ele quer que Colômbia e Equador briguem, já que a cooperação é fundamental para combater seu grupo", afirmou.


Villegas afirmou que é praticamente impossível recuperar os corpos dos três profissionais do jornal "El Comércio" sem ajuda do grupo de "Guacho". A suspeita é que eles estejam na região do rio Mataje, um local de difícil acesso.




Portal Arara

Fonte: G1
Tecnologia do Blogger.