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INSS cancela quase 80% de auxílios-doença em 2 anos de ‘pente-fino’

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cancelou 78,9% dos auxílios-doença e 29,3% das aposentadorias por invalidez que passaram por perícias médicas nos dois anos de “pente-fino”, informou o órgão ao G1 nesta segunda-feira (13). As revisões já geraram uma economia de R$ 10,3 bilhões com os auxílios-doença.


Até o último domingo (12), o INSS havia revisado um total de 933.917 benefícios desde o início do pente-fino com cidadãos incapacitados de trabalhar, em agosto de 2016. O exame atesta se o segurado continua sem condições de retornar às atividades.
Benefícios revisados pelo INSS
Auxílios-doença e aposentadorias por invalidez que passaram por pente-fino desde agosto de 2016:
460.524460.524363.515363.515473.393473.393138.790138.790Auxílios-doença(revisados)Auxílios-doença(cancelados)Aposentadorias por invalidez(revisadas)Aposentadorias por invalidez(canceladas)0200k400k600k
Auxílios-doença
(revisados)

460.524
Fonte: INSS
Foram verificados 460.524 auxílios-doença e 473.393 aposentadorias por invalidez, sendo que o INSS cancelou 363.515 do primeiro grupo e 138.790 do segundo. Por não comparecimento, foram invalidados 61.380 benefícios.


O INSS envia uma carta para cada pessoa que precisa passar pela perícia. Caso a consulta não seja agendada, o pagamento fica suspenso até o convocado regularizar sua situação. A partir da suspensão, o beneficiário tem até 60 dias para marcar o exame e, se não procurar o INSS dentro desse prazo, o benefício é cancelado.

Prazo para agendamento

Nesta segunda-feira (13), termina o prazo para agendar a perícia médica para 178,9 mil beneficiários do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez convocados pelo INSS.

A perícia deve ser marcada pela Central de Atendimento da Previdência Social, no telefone 135. Quem não fizer o agendamento terá o pagamento do benefício bloqueado até que regularize a situação.

Dos convocados, 168.523 são beneficiários da aposentadoria por invalidez e 10.412, do auxílio-doença. Segundo o INSS, eles estão há mais de dois anos sem passar por perícia médica.


Fonte: G1
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